PEIXE NA INTRODUÇÃO DOS ALIMENTOS

Muitas pessoas tem receio em oferecer peixe para bebês. Saiba que  a introdução de certos alimentos potencialmente alergênicos, como ovo e peixe, pode ser realizada a partir do sexto mês de vida mesmo em crianças com história familiar de alergia (neste caso, ofereça o peixe e observe se há alguma reação de alergia). A introdução desses alimentos a partir dos 6 meses tem menor risco de desfechos alérgicos. Alguns estudos apontam que a introdução após 1 ano parece aumentar ainda mais os riscos de alergia!!!

O peixe é importante por ser uma excelente fonte de proteína, e os peixes oleosos (como salmão, atum, sardinha e cavalinha) são ricos em ácidos graxos essenciais (DHA), indispensáveis para o crescimento e desenvolvimento, principalmente da visão e do cérebro.

Mesmo após a infância, o consumo de DHA continua sendo  muito importante pois, há evidências dos benefícios  em diversas condições como doenças cardíacas, depressão, artrites e déficit de atenção.

Recomenda-se oferecer peixes gordurosos para crianças até 2 vezes na semana. Peixes mais brancos como linguado, pescada branca e tilápia também são fonte de DHA, embora apresentem menor quantidade desse nutriente.

Inicialmente, as crianças aceitam melhor os peixes brancos. Assim que seu filho se acostumar ao sabor e à textura, ofereça os peixes mais oleosos, com sabor mais acentuado, pois são mais ricos em DHA.

O peixe pode ser cozido, desfeito em lascas, empanado, moído em bolinhos e servido feito iscas. Torta de peixe também pode ser um sucesso!!

Bom, copiei algumas receitas de papas  de peixe que podem ser oferecidas para bebês! Bon apetit!

PAPINHA DE PEIXE COM LEGUMES (a partir de 6 meses)

INGREDIENTES

1 colher de sopa de óleo de girassol

50 g de filé de peixe (atenção para os espinhos)

1 colher de chá de cebola picada

 1 batata pequena em fatias finas

1/2 chuchu

1 colher de sopa de couve picada

1 copo americano de água

1 pequena pitada de sal

Modo de Preparo

Em uma panela aqueça o óleo para refogar a cebola e o peixe. Acrescentar os demais ingredientes. Cobrir com água. Tampar e cozinhar em fogo médio até que os ingredientes fiquem macios e com pouco caldo. Amassar com o garfo e servir em seguida!

Observação: consumir em até 24 horas.

Receita adaptada do site Comer para Crescer.

PURÊ DE PEIXE, BATATA DOCE E BROCOLIS (a partir dos 9 a 12 meses)

Ingredientes:

1/2 batata doce descascada em cubinhos

2 floretes de brocolis cortado

115g de filé de pescada branca em tirinhas

4 colheres de sopa de leite

20g de mussarela ralada

Modo de preparo:

Espalhe os cubinhos de batata doce e os brócoflis numa panela a vapor. Deixe cozer por 6-8 minutos, até estarem macios.

Enquanto isso, coloque o peixe em uma panela pequena, cubra com o leite e cozinhe por 2 minutos, até desmanchar. Retire do fogo e incorpore a mussarela até derreter e triture com um mixer ou processador de alimentos. Se necessário, junte mais leite.

Resfrie o quanto antes. Antes de servir, aqueça muito bem.

Receita do livro: O livro essencial da alimentação infantil.

Papinha de Salmão, Cenoura e Ervilha com Queijo (dos 9 a 12 meses)

papa de peixe

Ingredientes:

150ml de caldo de legumes (não industrializado) ou água

1/2 batata descascada em cubinhos

1 cenoura descascada em cubinhos

115 g de filé de salmão sem pele e cortado em cubos de 1 cm

2 colheres de sopa de ervilha fresca congelada

30g de mussarela ralada

1 a 2 colheres de sopa de leite (materno ou fórmula infantil)

Modo de preparo:

Leve o caldo com a batata  e a cenoura para ferver. Abaixe o fogo, tampe e cozinhe por uns 6 minutos ou até os legumes amolecerem.

Junte o salmão e as ervilhas. Tampe novamente e cozinhe por mais 3-4 minutos, até que o salmão comece a soltar lascas.

Coloque o cozido em uma tigela e incorpore a mussarela ralada. Amasse com um garfo, até a consistência desejada. Se necessario, acrescente o leite.

Esfrie o quanto antes, cubra e leve a geladeira. Se preferir, congele em porções individuais. Para usar, descongele durante a noite na geladeira, então aqueça até ficar bem quente. Mexa bem e deixe amornar antes de servir.

Receita do livro: O livro essencial da alimentação infantil.

 Referências:

Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia. Sociedade Brasileira de Pediatria. Disponível em: <http://www.sbp.com.br/pdfs/14617a-PDManualNutrologia-Alimentacao.pdf>. Acesso em: 27 de fevereiro de 2015.

 KARMEL, A. O livro essencial da alimentação infantil. São Paulo: Pubifolha, 2010.

http://foodallergies.about.com/od/livingwithfoodallergies/fl/How-to-Get-DHA-with-a-Fish-Allergy.htm

Dicas para a introdução de alimentos!!

Imagem do site: www.ndig.com.br

Tenho observado bastante insegurança das mães quando o assunto é a introdução de alimentos. Muitos materiais disponíveis com posicionamentos diferentes relacionadas ao assunto. Decidi colocar no blog uma sugestão de introdução alimentar, baseada nos meus conhecimentos de nutrição e também de mãe.

Bem, como começar?

Imagem do site: vounasceroutravez.blogspot.com

Comece com um sorriso!!! Deixe de lado sua ansiedade, pois você está prestes a ensinar o bebê a comer e experimentar alimentos sólidos, um dos grandes prazeres da vida. Transforme toda refeição em uma experiência prazerosa para vocês dois.

A oferta de alimentos deve ser de forma lenta e gradual. Essa fase não significa que o desmame deva ocorrer. Inicialmente, ofereça suco (em torno de 60ml)  de fruta sem adicionar açúcar, 1 vez por dia durante 1 semana.  As frutas permitidas devem ser pouco ácidas: laranja lima, melão, pêra, mamão papaya. Logo que a criança passe a aceitar o suco, faça também as combinações de laranja lima com mamão papaya, laranja lima com cenoura…

Na segunda semana, comece a oferecer o suco pela manhã e fruta amassada a tarde.  A quantidade inicial de fruta amassada fica em 1-2 colheres de sopa. É importante somente amassar a fruta, para que o bebê vá se acostumando com novas texturas e treinando para os alimentos mais sólidos.  Frutas para serem oferecidas: pêra e maçã raspadas, banana prata, mamão papaya, melão e etc. Evite frutas muito acidas e duras. Na terceira semana, a combinação de frutas amassadas pode ser feita. Lembre-se sempre de variar… não ofereça sempre a mesma fruta.

Imagem do site www.iplay.com.br

Não dê importância para o quanto a criança come na primeira ou segunda semana, pois ela continua a retirar os nutrientes de que precisa do leite. É importante criar uma rotina e o melhor momento para oferecer o suco ou fruta é no intervalo de uma mamada e outra, assim o bebê não estará inapetente ou com muita fome a ponto de recusar a abrir a boca.

Se o bebê já se adaptou as frutas, está na hora de inserir a papa salgada. Na quarta semana faça a  introdução da papa na hora do almoço, para que não hajam problemas com gases durante a noite.

Imagem do site: horizontepleno2.blogspot.com

Inicie a oferta da papa salgada com um alimento por vez. Exemplo: Purê de cenoura por 2 dias. Verifique se há reação (diarréia, urticária, ou algum sinal de alergia). Caso esteja tudo ok, ofereça cenoura+batata. Observe. Depois, cenoura + batata + frango. Com o tempo, tente variar as cores e tipos de alimentos (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas e legumes), e também as proteínas animais (ovo – veja sobre o ovo no nosso blog, frango, carne e peixe).  É importante que se inclua a carne desde o início para garantir o ferro de boa biodisponibilidade.

Aos 6 meses

1a. Semana – Leite materno, suco de fruta pela manhã, continuar amamentando normalmente nos demais horários.

2a. Semana – Leite, suco de fruta pela manhã, leite materno,  papa de fruta a tarde,  continuar amamentando nos demais horários.

3a. Semana – Leite, suco de fruta pela manhã, leite materno, papa de fruta (misturar frutas), leite materno nos demais horários.

4a. Semana – leite materno, suco de fruta pela manhã, papa salgada para almoço, papa de fruta, leite nos demais horários.

Oferecer o peito logo após os alimentos em papa não deve ser uma regra, mas uma alternativa quando a criança aceita pouco o alimento oferecido.


Com 7 meses, a alimentação da criança já pode ter 2 papas salgadas (almoço e jantar) e duas papas de frutas.

A partir dos 8 meses, podem ser oferecidos os mesmos alimentos preparados para a família, desde que amassados, desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos.

Sopas e comidas ralas/moles não fornecem energia suficiente para a criança.

Não bata os alimentos no liquidificador, pois a mastigação da criança deve ser estimulada e com a ingestão de alimentos “líquidos” isso não acontece.

 

Para garantir a alimentação saudável do seu bebê:

Imagem do site: ricardopolegar.blogspot.com
  •  Utilize o mínimo de sal (se pra você estiver “bom de sal” provavelmente já está muito salgado para o bebê).
  • Não adicione açúcar nos sucos e frutas. Suco industrializado não deve ser oferecido.
  • Também não utilize enlatados,  frituras, refrigerantes, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida!

Autora: Karen Dykstra  Carmona

 

Referências:

– VITOLO, M. R. Nutrição – Da gestação à Adolescência. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2003.

– KARMEL, A. O Livro Essencial da Alimentação Infantil. São Paulo: Publifolha, 2010.

– WARDLEY, B.; MORE, J. O grande livro de receitas: Comidas para bebês e Crianças: 365 pratos deliciosos para todas as ocasiões. São Paulo: Publifolha, 2009.

A introdução do ovo na alimentação infantil!

 

ovo

Os ovos podem ser dados a partir dos 6 meses de idade e devem estar completamente cozidos para evitar uma intoxicação alimentar.  Deve-se, porém, inicialmente, ofertar a gema na papa e observar se aparecem sintomas de alergia. Caso não note alterações no bebê (inchaço, urticária, diarreia, náuseas, vômitos, etc), introduza também a clara do ovo em outra ocasião. A alergia ao ovo é menos frequente do que se pensa, porém havendo histórico familiar de alergias ou dermatite atópica é mais propenso que a criança também tenha. Para eliminar as suspeitas, ofereça o ovo por 2-3 dias consecutivos, e observe se aparece algum sintoma.

cozido

Faça a introdução gradual da gema – na primeira vez ofereça apenas 1/4 da gema. Na segunda vez, meia gema e na terceira vez, a gema inteira. Depois,  o ovo inteiro.

O consumo de ovo não deve superar a 3 unidades por semana e não deve ser acompanhada de qualquer proteína animal.

Leia mais sobre ovos no nosso post “O Ovo Nosso de cada dia”.

Autoras: Karen Dykstra Carmona & Iolande Aardoom

 

Fonte:

KARMEL, A. O Livro Essencial da Alimentação Infantil. Receitas deliciosas e respostas para as duvidas mais comuns. Tradução: Elenice B. Araújo. São Paulo: PubliFolha, 2010.