Aventuras culinárias em Dubai e Japão

Olá, queridos leitores!

Recentemente estive com meu marido no Japão e fiquei maravilhada com a cultura japonesa e sua culinária. Decidi dividir aqui com vocês a nossa experiência 😉

Antes de chegar no Japão, fizemos uma parada em Dubai. Infelizmente não tivemos muito tempo para experimentar a comida local. Tenho para dizer que no café da manhã do hotel, havia muitas opções que temos também aqui no Brasil: omeletes, ovos mexidos, pães, iogurte tradicional, frutas como melão e melancia e frutas em conserva, além de pratos mais árabes/indianos como os iogurtes saborizados com frutas ou especiarias conhecidos como Lassi (experimentei um e achei ruim pois era MUITO doce e enjoativo), babaganuche (patê de berinjela assada, tahine e limão), pão sírio, frango masala (com molho picante de curry e especiarias). Obviamente que tive de experimentar todas as opções diferentes das que temos aqui. O frango massala era uma opção bastante picante…. achei interessante, porém acharia mais natural comer este prato no almoço rs. Bom, a partir desse café da manhã diferente, nada mais seria como antigamente rsrs Japão também veio com suas surpresas…

Ficamos somente 2 dias em Dubai. Deu pra comer um tipo de churrasco em tendas típicas beduínas no deserto e almoçamos algo indiano no shopping no dia seguinte e confesso, um hambúrguer no jantar, rs.

Bom, era hora de partir para o Japão. Fomos com a Emirates Airlines e no café da manhã servido no avião já deu para ter uma noção do que nos aguardava rsrs. Ok, tínhamos duas opções: omelete ou peixe. Sim, peixe no café da manhã. Desta vez fiquei com a opção mais “segura de que gostaria de comer”… omelete com batatas, frutas – melão e laranja, pudim. Digamos que achei assim…. diferente (longe de delicioso). A maioria dos japoneses presentes no avião optaram pela opção de peixe.

Chegamos tarde da noite no hotel, na verdade, as 2:30 da madrugada… Fomos levados ao hotel pela Sandra Mi, uma brasileira muito querida que mora no Japão e tem projetos incríveis de educação lá. Quem quiser saber mais, acesse o site: http://uniexcellence.com .

Bom, a Sandra, no caminho do hotel já nos avisou que o café da manhã era comida e não o tradicional café da manhã a que estamos habituados. Pela manhã estávamos com muita fome (confusão de fuso horário… nosso café da manhã era a hora do jantar brasileiro…). Já na entrada do restaurante chega a senhora responsável falando muita coisa em japonês e se curvando. “Entendemos” então que ela estava nos recepcionando, algo tipo: sejam bem vindos. Segue a fotinha com o que nos servimos:

cafe da manha japaoIogurte natural com calda de morango, salada, bolinho primavera, dashimaki (omelete adocicado estilo rocambole), linguiça de frango, batata assada, arroz (GOHAN – é bem grudadinho, acho que cozido sem temperos), missoshiru (sopa japonesa – caldo de peixe, pasta de soja, tofu, cebolinha verde e esse verdinho aí não tenho muita certeza do que é… enfim, tem mais informações sobre essa sopa neste site www.culturajaponesa.com.br ). Tinha também uma opção de peixe assado, mas como estava frio, preferi não comer rs. Percebi que o arroz é para os japoneses o que o pão é para nós. Ah, e tudo sendo comido com o HASHI (aqueles palitinhos), ainda bem que já tínhamos certa prática comendo sushis aqui no Brasil.

O que achei bem curioso também é que somente havia disponível hashis, colheres e garfos, nada de faca. Num cantinho do restaurante havia pão fatiado, sache de margarina ou geleia para quem não curte o tradicional café da manhã japonês. Para passar a manteiga ou geleia, estava disponível um tipo de talher de plastico sem serra e sem ponta… Nos últimos dias da viagem optei por esse setor ocidental de café da manhã rsrs… digamos que estava sentindo saudades de casa, e de gluten rsrs

Ficamos ainda em outros 2 hotéis e 1 apartamento de airbnb em Tóquio. Neste último tínhamos de comprar nosso próprio café da manhã. Compramos iogurte, café instantâneo já com o número de copos descartáveis incluso, sanduíches prontos e bolinho industrializado.

Segue foto de outro café da manhã que tomamos em Gotenba, ao lado do monte Fuji (perdão pela qualidade da imagem, só depois que fui ver):

cafe em gotenbaOmelete doce, sopa misso, saladinha, um tipo de hambúrguer com muito ketchup, um bolinho com carne de porco embrulhado em algo tipo repolho e essa saladinha adocicada que não sei o nome rsrs… Vejam só a aventura…. acho que a maior parte do tempo a gente não tinha ideia do que estava comendo rs. Claro que me dei mal com isso em algumas ocasiões, rs.

Uma curiosidade deste hotel em Gotenba, mas que define muito bem a cultura japonesa em geral, é que todos pensam no bem estar do coletivo. Na mesa do café da manhã, além de sempre levarmos a louça que usamos para a funcionária do restaurante, tinha um paninho na mesa, pra gente limpar a mesa antes de sair, para que o próximo cliente tenha sua mesa limpa. Fantástico não?

paninho do cafe

Outros exemplos desta cultura maravilhosa de pensar no coletivo: falar baixo para não atrapalhar o outro; cuidar do próprio lixo (e que é cuidadosamente separado – ah, não tem lixeira nas ruas não…); não falar em locais públicos no celular, muito menos ouvir música e assistir videos sem o fone de ouvido. Tudo é sempre pensando no outro… quanto menos eu aparecer, incomodar, melhor! Imagina só como seria isso no Brasil? Certamente meu vizinho festeiro que passa quase dormindo no volante todos os finais de semana as 4 da manhã, com o som mais do que estourado, não existiria! \o/ Acho que temos MUITO  o que aprender sobre educação com os japoneses.

Esse post vai ser longo rs… então se prepara rs!

Nosso primeiro jantar japonês, foi muito bacana e delicioso. A Sandra nos levou num restaurante que pedíamos tudo por um tipo de ipad. As porções de sushis e niguiris e sashimis (até agora acho confuso o que é o que rsrs) eram encaminhadas para nossa mesa através de um barquinho num trilho. Tudo de forma automática e rápida. Íamos pedindo devagar, porções individuais. Gente, a comida japonesa lá é uma delícia. Tudo fresquinho, sem aquele cheirão de peixe…. o shoyo é bem mais suave do que o que conhecemos no Brasil. Comi um sushi de peixe bonito com cebola que era muuuuito bom. E achei fantástico, que na mesa tinha chá verde em pó e água quente para pegar diretamente numa torneirinha da nossa mesa, e de forma gratuita. Só tivemos auxilio de uma garçonete na hora de fechar a conta. Cada porção vinha num pratinho diferente, que tem valor diferente. Então a gente empilhava os pratos e a moça contava as cores com os valores correspondentes para fechar a conta. Tudo muito fácil e barato.

Durante nosso viagem a Gotenba (para entender nosso roteiro, chegamos em Hamamatsu – depois Gotenba – depois Tóquio – e de volta a Hamamtsu), fomos numa espécie de cafeteria, e acho que nesse dia enfrentamos a maior dificuldade de comunicação rs… Só sabíamos falar em inglês e as atendentes  sabiam apenas poucas palavras e com uma pronuncia muito difícil de entender. Enfim, vieram 3 atendentes tentando entender o que queríamos, foi engraçado. No final das contas apontamos o que a gente pensava ser interessante, mas sem a minima ideia do que era… rs Veja a foto para ter uma idéia da facilidade em pedir kkk:

cardapioEsse ultimo da foto foi difícil, porque aparentemente tinham umas 5-6 opções de acompanhamento da bolachinha …. dá-lhe google tradutor para te uma ideia do que eram… pedimos feijão doce, queijo (eu acho rs), chantili e sal. Era acompanhado por essas bolachinhas e pelo que entendemos era pra colocar esses ingredientes todos juntos na bolachinha e colocar tudo de uma vez na boca… Nota: o sal foi essencial na harmonização dos ingredientes! Ahá!

cafe em cafeteria1A outra opção era com frutas, feijão doce (ANKO), sorvete e algo que eu penso que são quadradinhos de ágar (gelatina sem sabor e mais consistente). Ah, e tem duas bolinhas ali, brancas, que é um bolinho de arroz doce, tipo pastoso.

cafe em cafeteria 2Em  Toquio, estavamos meio perdidos em que restaurante almoçar e jantar… haviam muitas opções, restaurantes bem pequenos, geralmente cheios e com assentos individuais… tipo uma mesa unica em volta dos cozinheiros. Jantamos sushis num restaurante perto do apartamento que ficamos e na noite seguinte decidimos ir no Hooters (pensa na alegria do marido rs).

Fomos conhecer o maior mercado mundial de peixes. Não pudemos entrar no período que  acontece o leilão de peixes. Só entramos depois das 10:00, quando eles já estavam começando a guardar tudo. Achei essa visita fantástica. Um local enorme, parecia sem fim. Bem apertadinho, com peixes e outros frutos do mar super frescos. Infelizmente não consegui registrar muito pois as fotos no local eram proibidas. Engraçado que estávamos num mercado de peixe e o cheiro era super tranquilo. Nada comparado com as peixarias aqui no Brasil… Observei bem como eles trabalhavam, e toda hora estavam lavando com água corrente as superfícies, que inacreditavelmente eram de madeira,  e os peixes sempre colocados em gelo limpo e abundante. Tudo fresquíssimo. LINDO. Não consegui entender como isso tudo é consumido diariamente! Se você vai para Tóquio, não perca de visitar esse lugar.mercado de peixes

Nesse dia experimentei uma iguaria servida numa barraquinha, tipo dos nossos mercados municipais. Tinha muita gente em volta da barraca, estavam servindo frutos do mar numa concha, que o senhor colocava  em cima de uma grelha, em seguida colocava os frutos do mar, água e shoyo, deixava esquentar e depois servia para as pessoas. É claro que eu precisava experimentar. Observei que no final da preparação do prato, o senhor colocava algo em cima com muito cuidado… era meio marrom, parecia delicado. Enfim… na hora de comer esse negócio marrom, quase tivemos um troço kkk gente, ruim demais. Nunca mais eu como aquilo…. Vamos lá, tem gente que gosta tá, mas eu e o Diego não gostamos… descobri depois que era ouriço. Os demais frutos do mar da concha eram bons… mas da próxima vez eu agradeço e passo reto rs

frutos do mar

 

 

 

 

 

 

 

Voltando de Tóquio para Hamamtsu, ficamos em outro hotel. Próximo a estação central de ônibus e trens. Adorei a localização, pois enquanto o marido realizava um workshop na Uniexcellence, fui passear sozinha ;). Fui parar num tipo de mercado de comidas prontas, embaladas para o pessoal comer ou levar. Gente, que paraíso! Quanta coisa linda, de encher os olhos… os doces japoneses, que achei bem menos doces do que estamos acostumados aqui são PERFEITOS (não admitem o que não é perfeito), quadradinhos, brilhantes (acho que se um japonês comer um brigadeiro, quase morre de tanto açúcar rsrs). É lindo…

panificadoras

 

 

doce japonesAlém dos doces, também tinha a parte dos sushis, peixes e etc… tudo super limpo, perfeitamente posicionado….

comida comida1 peixe polvosPor último, gostaria de mostrar para vocês algumas fotos de uma almoço super especial que tivemos com a Sandra Mi e outros amigos num restaurante muito sofisticado. Adorei essa experiencia!!

Entrada do almoço, terrine com frutos do mar
Entrada do almoço, terrine com frutos do mar
almoco1
acho que preciso de ajuda para legendar essa foto ;)
Caixinha com arroz gohan no fundo, peixes, camarão e ovas de peixe!!! ;)
Caixinha com arroz gohan no fundo, peixes, camarão e ovas de peixe!!! ;)

Nossa sobremesa, uma linda homenagem para o nosso aniversário de casamento: 11 anos!!! S2

sobremesaAbaixo a foto com brasileiros empreendedores no Japão. Gente muito querida e que só temos a agradecer a hospitalidade e desejar muito sucesso!! Arigatou gozaimasu!!!

amigos E então, acho que era mais ou menos isso. rsrs O post mais interminável deste blog! rs

Ah, ultima, prometo! Uma exclusividade japonesa, que tive de comprar no aeroporto:

Kit kat de chá verde!!!
Kit kat de chá verde!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Bom, resumindo, o Japão, a sua cultura e culinária são incríveis. Um lugar que eu super recomendo para conhecer!!!!

Sandra Mi e Aline!!! Arigatou gozaimasu
Sandra Mi e Aline!!! Arigatou gozaimasu

Um abraço,

Nutricionista Karen Dykstra Carmona

 

 

 

 

 

Tipo de caloria? Hein?

Ontem postei um texto aqui no blog sobre o instinto de sobrevivência dos nossos genes e o impacto do que comemos na nossa saúde. Leia aqui.

Logo em seguida recebo da minha irmã um pedido de socorro, querendo ajuda na hora de escolher o TIPO de caloria.

shutterstock_324878813Fiquei então um pouco preocupada com a clareza do meu post rsrs…

As calorias que consumimos são absorvidas em ritmos diferentes de acordo com a natureza dos alimentos, pois contêm quantidades especificas de fibras, carboidratos, proteína, gorduras e nutrientes –  tudo isso se traduz em sinais metabólicos complexos e distintos que controlam o peso.

Exemplificando, vamos imaginar:  1000 calorias de açúcar e 1000 calorias de feijão. O valor calórico é o mesmo, porém a rapidez com que essas calorias serão metabolizadas são completamente diferentes. Nosso organismo consegue absorver o açúcar muito mais rapidamente que o feijão, que tem fibras e por isso vai demorar mais para ser digerido e entrar na corrente sanguínea. Então o que nesse caso engorda mais? O açúcar! Leia mais sobre isso no post “Por quê é importante saber o que é Índice Glicêmico”.

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Ou seja, alimentos que entram rapidamente na corrente sanguínea provocam ganho de peso pois são absorvidos depressa e aumentam os níveis de açúcar e insulina no sangue, além de elevarem os níveis de colesterol e triglicerídeos, que provocam acúmulo de gordura no fígado e consequentemente, mais ganho de peso.

Enquanto os que alimentos que entram devagar na corrente sanguínea propiciam o emagrecimento, que são os alimentos de baixo índice glicêmico.

Se ainda não ficou claro: a substituição de carboidratos refinados, como pão, massa e arroz brancos, bem como o açúcar em todas as suas formas (sacarose, glicose, frutose…), por carboidratos “do bem” (saudáveis), como hortaliças, feijões, grãos integrais e frutas, reduzem drasticamente o aparecimento de doenças e obesidade.

Claro que perder peso não se resume somente a uma alimentação de baixo índice glicêmico. Trata-se de um conjunto de situações a serem consideradas… a começar pelo seu nível de estresse, qualidade de sono, exposição a toxinas/agrotóxicos/antibióticos/medicamentos, sedentarismo e etc…

Fica a sugestão de começar melhorando a qualidade das calorias que você ingere?!!

Ficou mais claro?

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Um abraço,

Nutricionista Karen Carmona

Quem escolhe o que eu como?

Olá gente, estou passando aqui para comemorar!!

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2 meses após tomar as rédeas da minha alimentação, quero comunicar que consegui perder 6kg!! Uhuuulll! Comprei alguns livros sobre obesidade, Ultrametabolismo, Nutrição Clínica Funcional com foco em obesidade. Este último, da nutricionista Andréia Naves foi o que eu mais gostei, pois me fez presente para alguns elementos obesogênicos silenciosos que ingerimos diariamente (quem sabe eu escreva mais sobre isso mais além).

Bom, eu gostaria de descrever um pouco sobre como consegui perder esse peso sem uma dieta restritiva. Na verdade, muito do que eu já comia ainda o faço, porém aprendi que é muito importante fazer a escolha certa. Muitas escolhas que eu fazia antes eram somente baseadas no impulso de comer, de recompensa. E é engraçado (#soquenão) como nosso cérebro, nosso intestino e nossas células adiposas, decidem o que vamos comer, automaticamente (nosso corpo envia determinadas respostas químicas sobre as quais não temos controle consciente).

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Anos atrás, acho que no começo da faculdade, li o livro “A culpa é da genética” e achei-o excelente, e para mim, abriu meus olhos quanto ao que fomos e somos como espécie. O livro Ultra metabolismo também enfoca a tese de que nosso metabolismo sofreu pouca ou nenhuma evolução se compararmos aos nossos ancestrais. shutterstock_294181589

O que mudou muito foi nosso estilo de vida. Sedentarismo, estresse, toxinas, produtos industrializados, alergênicos, má nutrição… O que não mudou foi a conversa dos nossos genes (acumular gordura para a época em que era necessário sair para caçar ou coletar alimentos) … Nosso organismo é geneticamente programado para fazer com que o ser humano ganhe peso e o mantenha. Quem nunca pulou um almoço e se acabou de comer no jantar?Isso é o nosso organismo instintivamente garantindo a sobrevivência. Esta aí o motivo da recomendação de comer várias vezes ao dia: para evitar momentos de compulsão e consumo excessivo de calorias. Quando você está com fome, você não consegue escolher conscientemente. Geralmente a escolha será algo bem calórico, aquilo que te faz juntar saliva na boca… Pensou? Isso, essa opção que você deve evitar!! E aí também reside o problema das dietas que excluem grupos alimentares… eventualmente, você sucumbirá! rs

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Gente, fechar a boca não funciona a longo prazo. Quando você restringe as calorias, o seu organismo se prepara para responder a esse estresse, diminuindo o metabolismo, economizando energia… Não perca tempo fazendo isso!

O que precisamos entender é que cada indivíduo responde diferente a “dietas diferentes” – para você funciona, mas para mim, talvez não. Cada indivíduo tem uma conversa diferente com seus genes e por isso uma dieta personalizada é importante. Tanta gente confiando em celebridades fitness, seguindo no instagram e blogs do que comer ou não. Tem receitas bacanas? Tem, mas atenção para a indústria por trás disso. Muito patrocínio de suplementos e industrializados, além da inversão de valores: magro = feliz.  E aí que eu vi que a Nutrição Funcional é tão bacana… Vou citar um parágrafo do livro com a definição:

“… a nutrição clínica funcional olha para a ciência da nutrição de forma integrativa e profunda, baseia-se na pesquisa cientifica para justificar as aplicações práticas e engloba tanto a prevenção como o tratamento de doenças, focalizando na avaliação dos aspectos bioquimicamente únicos de cada organismo, levando em consideração o genótipo de cada indivíduo e sua suscetibilidade genética no desenvolvimento da doença”. (NAVES, 2014). Massa né?

Bom, enquanto você não procura uma nutricionista funcional, saiba que é muito importante você saber qual o TIPO DE CALORIA que está consumindo, porque ela interfere nas suas funções metabólicas. Uma alimentação baseada em alimentos integrais, de alimentos preferencialmente em seu estado natural (aquele que compramos no mercado – abacate, laranja, amêndoa, tomate), carnes magras e frescas (não temperadas ou processadas) e quase nada do que é produzido ou embalado numa indústria (preparações congeladas, biscoitos, gorduras nocivas, carboidratos refinados, conservantes, estabilizantes, corantes, adoçantes, sódio) nos ajuda a manter um peso saudável. Volto a enfatizar a #campanhacontraaditivos #façavocêmesmo que já postamos aqui no blog.

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E é basicamente isso que eu quero compartilhar com vocês: descasque mais e desembale menos! Não sei quem falou isso, mas eu super concordo rs!

E por quê decidi colocar esse título –  Quem escolhe o que eu como?

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Quando a escolha do alimento não é consciente, quando é uma necessidade, um impulso, uma recompensa, há algo de errado na sua alimentação. Quando é você que escolhe conscientemente por ser uma refeição balanceada, com fibras, fitonutrientes, saudável, aí sim, é esse o caminho para uma vida mais saudável. Lembre-se: sua alimentação não precisa ser perfeitamente controlada o tempo todo! Não seja psicopata!

VOCÊ SABIA?

– Você sabia que apenas 100 kcal extras por dia podem causar um aumento de peso de cerca de 5 kg por ano? Prestem atenção para não “abrir exceções” com frequência…

– Quando vazio, o estômago secreta hormônios que dizem ao corpo e ao cérebro que estamos com fome. Por isso, coma cedo e com frequência e consuma alimentos que controlam o apetite.

– A maioria das pessoas tem ideias erradas sobre as opções que devem fazer quanto ao tipo e à quantidade de calorias que consomem.

– “Quando emagrecemos, cerca de metade do que perdemos é composto por gordura, o restante é formado por músculos valiosos e metabolicamente ativos. No entanto, quando o peso é recuperado, é quase todo constituído de gordura. Lembre-se: as células musculares queimam 70 vezes mais calorias do que as células de gordura”. (HYMAN, M. 2007). Exercício físico é importante sim!!

Um abraço!

Nutricionista Karen Dykstra Carmona

REFERENCIAS:

NAVES, A. Nutrição Clínica Funcional: obesidade/Andreia Naves. São Paulo: Valéria Paschoal Editora Ltda., 2014.

HYMAN, M. Ultrametabolismo. Rio de Janeiro: Sextante, 2007.

 

Vamos espalhar sementes?

Durante os preparativos do almoço de domingo, tive a oportunidade de conversar com minha Oma (avó em holandês) sobre o quefir, ou kefir. Penso que ela adorou me ensinar sobre isso e de tão empolgada correu para casa buscar as tais sementes que eu não fazia idéia de como eram. Confesso que pouco sabia sobre o kefir.

Ao anoitecer resolvi pesquisar um pouco sobre o kefir e os benefícios que a Oma estava me falando, e gente, preciso compartilhar!

Kefir que quer dizer bem estar ou bem viver, é uma bebida probiótica “parecida” com o iogurte (sabor), porém uma versão turbo do iogurte, pois é muito mais nutritiva e considerada um alimento funcional.

Recentemente compartilhei uma notícia sobre uma pesquisa que explica por que pessoas ganham peso diferente comendo a mesma comida. Achei tão interessante a parte da matéria que diz:

“Todos nós temos milhares de bactérias diferentes, vírus e fungos em nossos intestinos, que não apenas ajudam na decomposição dos alimentos como produzem compostos que nossos corpos absorvem e que podem influenciar em quase todos os aspectos de nossas vidas, do nosso sistema imunológico a nosso metabolismo a neurotransmissores.
Devido a descobertas tecnológicas em sequenciamento de genes nos últimos anos nós começamos a entender a diversidade e a importância dessa flora, que são uma parte importante de “nós”.
Ao comparar os micróbios do intestino dos centenas de voluntários do estudo a sua resposta de açúcar, Segal e Elinav conseguiram descobrir que nossos micróbios podem ser a chave para descobrir por que os picos de açúcar no sangue são tão individuais. Os químicos que eles produzem, aparentemente, controlam nossos corpos até aí. ” (FONTE: http://www.bbc.com).

Mas o que essa matéria do site BBC Brasil tem haver com o kefir??

Nossa microbiota intestinal é composta por aproximadamente 100 trilhões de bactérias e por mais de 400 diferentes espécies, acredita nisso? Alguém ainda com dúvidas se deve lavar as mãos depois de ir ao banheiro?

Bom, esse ecossistema é de alta complexidade pois contém bactérias benéficas (boas) e patogênicas (causadoras de doença) em harmonia nos  indivíduos saudáveis. Porém, fatores como uma dieta inadequada, antibióticos, doenças, estresse, drogas, quimioterapia, envelhecimento entre outros, podem alterar esse equilíbrio.

Então, para manter o intestino saudável, o consumo de alimentos probióticos (leia mais) e prebióticos (leia mais) é muito importante. Veja na figura abaixo a diferença de um trato gastro intestinal COM KEFIR (maior presença de probióticos, menor número de bactérias patogênicas, presença maior da enzima lactase) e SEM KEFIR. Também ilustra os benefícios dos probióticos!

imagem kefir

Como mencionei no começo do post, o kefir é feito a partir de sementes/grãos de kefir, que são massas gelatinosas medindo de 3 a 35 mm de diâmetro e parecem pequenos couve-flores e a produção artesanal de kefir é muito simples. O custo para o preparo é bem baixo para um alimento altamente nutritivo e benéfico, pois tudo o que você precisa é da semente e leite morno.

Imagem do site: https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwix7KnqsdfKAhXDk5AKHcB3CLUQjB0IBg&url=http%3A%2F%2Fcorrernacidade.com%2Fo-que-e-o-kefir-464383&psig=AFQjCNGM_Hcjy1ZB5nCD2b70J5C45msAKQ&ust=1454443939423258
Imagem do site: www.corrernacidade.com

Nesta estrutura, existe uma simbiose de leveduras, bactérias ácido-lácticas, bactérias ácido-acéticas, e fungos envoltos por uma matriz de polissacarídeos referidos como kefiran. E por isso, o kefir difere de outros leites fermentados, como o yakult por exemplo, porque é fermentado por diversos tipos de microrganismos (muito melhor), além de ter dupla fermentação (láctica e alcoólica).

Segundo Barreto, M.: “a literatura científica e médica russa tem muitos artigos relacionados ao uso do quefir, onde ficou demonstrado que os grãos de quefir têm propriedades anti-tumoral, antibacteriana e antifúngica. Outros estudos apontam também para os variados efeitos dietéticos e terapêuticos deste leite fermentado, que possui ainda ação antiinflamatória, antibiótica, hipocolesterolêmica, além de propriedades de reconstituição da flora intestinal e de melhorar a digestão da lactose, eliminando os sintomas da intolerância e da má digestão”.

 

COMO PRODUZIR ARTESANALMENTE O KEFIR?

1 – Adicionar os grãos de kefir ao leite pasteurizado em temperatura ambiente num recipiente plastico ou de vidro. A proporção de grãos para leite: 5%. Ou seja, para 1 litro de leite, utilize 50g de grãos kefir.

2 – Deixar a mistura fermentando por 18 a 24 horas em temperatura ambiente. Nunca deixe passar de 48 horas. No inverno, devido a temperatura ambiente ser mais baixa, a fermentação demora mais. Providencie uma caixa de isopor ou uma manta para cobrir a vasilha contendo a mistura.

3 – Peneirar a bebida e separar o líquido das sementes.

4 – Refrigerar A BEBIDA (não os grãos) para maturação por 24 horas, pois nesta fase, as leveduras produzirão álcool e CO2 tornando o produto mais refrescante e nutritivo (acúmulo de vitaminas do complexo B). Após a etapa de maturação, o kefir está pronto para o consumo. SUGESTÃO: adicione  sucos e/ou pedaços de frutas.

Imagem do site: www.curadores.com.br
Imagem do site: www.curadores.com.br

5 – Os grãos podem ser utilizado indeterminadamente para novas fermentações. Lave as sementes com água morna 1x por semana durante o verão e a cada 15 dias no inverno.

5. Quanto mais tempo a mistura fermenta à temperatura ambiente, mais ácido e alcóolico o produto se torna (pode conter de 0.08 a 2% de álcool na sua composição).

6. Para uma redução significativa de lactose o kefir precisa ser fermentado por mais tempo.

7. Se quer dar um tempo na produção de kefir, coloque a mistura de leite + kefir dentro da geladeira por até aproximadamente 3 dias ou congele as sementes no freezer. Para descongelar, retire do freezer e deixe-o a temperatura ambiente até amolecer. Assim que estiver descongelado, cubra as sementes com leite. Aguarde 12 horas e despreze o leite. Acrescente mais leite e repita o processo, aguardando 12h,  até que você perceba que houve fermentação.
ESPALHANDO SEMENTES

Os grãos de kefir vão se multiplicando conforme vão sendo cultivados, e os excedentes não costumam ser vendidos, mas, tradicionalmente, são doados.

Comecei meu cultivo ontem \o/! Em breve poderei doar algumas sementes/grãos para quem estiver em Curitiba. Quem tiver interesse me mande email para: [email protected]

Cultive você também essa idéia!

Nutricionista: Karen Dykstra Carmona

Referências:

MOREIRA, Maria E. C. et al. Atividade antiinflamatória de carboidrato produzido por fermentação aquosa de grãos de quefir. Quím. Nova [online]. 2008, vol.31, n.7 [cited  2016-02-01], pp. 1738-1742 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422008000700027&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1678-7064.  http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422008000700027. Acesso em 01 de fevereiro de 2016.

WESCHENFELDER, S.; PEREIRA, G.M.; CARVALHO, H.H.C.  and  WIEST, J.M..Caracterização físico-química e sensorial de kefir tradicional e derivados. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. [online]. 2011, vol.63, n.2 [cited  2016-02-01], pp. 473-480 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352011000200027&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0102-0935.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352011000200027.

BARRETO, M. Kefir. Disponível em: clique aqui. Acesso em: 02 de fevereiro de 2016.

FERNANDES, J. O que é Kefir. Disponível em <http://nutricionista.com.pt/artigos/o-que-e-o-kefir.jhtml>. Acesso: 02 de fevereiro de 2016.

Reserva de Grãos de Kefir. Disponível em: <http://kefiralimentoprobiotico.blogspot.com.br/2012/08/reserva-de-graos-de-kefir.html>. Acesso: 31 de maio de 2016.

Mais aipo em 2016!

Aipo ou salsão, indiferente de como você o conhece (ou não) tem um sabor e aroma bem peculiar. É bastante consumido na Europa e Estados Unidos. E foi lá nos Estados Unidos que pela primeira vez experimentei o salsão. Fiz intercâmbio aos meus 17 anos e logo que cheguei na casa dos meus pais adotivos, cansada e incerta da decisão de ter optado pelo intercâmbio, fui recebida com alguns apettizers incomuns para nós brasileiros (pelo menos pra mim foi, naquela época). Numa petisqueira estavam lá cuidadosamente arrumados, floretes de brócolis e couve-flor crus, cenouras palito, o bendito/maldito salsão e no meio um dip (molho).

Platter of assorted fresh vegetables with dip
Platter of assorted fresh vegetables with dip

Estava eu, esperando uma panela ou chapa para que os legumes fossem cozidos/grelhados, mas não, isso não aconteceu naquele dia! Vi meus “pais” comendo os legumes crus, mergulhados no molho. Ok, eu tentei…juro que me esforcei rs… mas não tinha o hábito de comer isso dessa forma. Ó céus, no que eu havia me metido rsrs.

Fiquei por lá uns 10 meses e em todos os encontros na casa de amigos tinha a cenoura e salsão em palitos com um tipo de dip. Aliás, você já pode comprar isso pronto no mercado – lavado, cortado e embalado juntamente com opções de dip. Ok, me acostumei e aprendi a gostar mas confesso que não dei continuidade ao hábito depois de voltar ao Brasil…

Já faz um tempo que estou querendo escrever sobre o aipo. Decidi escrever hoje, um pouco em cima da hora, para sugerir um aperitivo diferente para servir aos amigos nesta noite de Reveillon!

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Deixa eu escrever bem dele um pouco rs:

Imagem do site: https://healthunlocked.com
Imagem do site: https://healthunlocked.com

– Os caules cortados em rodelas tornam a sua salada mais crocante. As saladas waldorf e salpicão de frango merecem atenção especial por conterem maionese e creme de leite (dependendo da receita) e devem permanecer refrigeradas até o momento de serví-las!

Imagem do site: https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjO_7vv6IbKAhXLj5AKHfVlCpIQjB0IBg&url=http%3A%2F%2Fwww.tiabeth.com%2Ftiabeth%2Fwp%2Freceitas%2F2014%2F08%2F12%2Fsalada-waldorf-light%2F&psig=AFQjCNFMBFwsxVrFnlZbfTtaGudR09vekA&ust=1451676056735333
Imagem do site: www.tiabeth.com

– tem poucas calorias!!! \o/ Em 100g de aipo – média de 20 kcal. Um talo tem aproximadamente 5 kcal.

celery

– seu teor de fibras promove maior sensação de saciedade e por isso  é muito indicado para o controle do peso.

– é indicado para indivíduos com distúrbios no metabolismo do ácido úrico (gota).

– é um excelente aromático para caldo, sopas e caçarolas… muito usado pelos chefes de cozinha no mirepoix. É preciso cuidar com a quantidade para que o aroma não se sobreponha aos demais ingredientes de sua receita.

mirepoix

– sucos, molhos de tomate, ensopados, mix de vegetais cozidos são exemplos de como usar o salsão.

– experimente a sopa de creme de aipo que é muito saborosa.

– Possui ação antioxidante (combate envelhecimento e células cancerígenas), carminativa (combate a flatulência estomacal e intestinal), digestiva (seu teor de fibras auxilia a digestão), estomáquica (combate os mal-estares do estomago), refrescante (uma ótima opção para os dias muito quentes), tônica (fortifica o organismo) e atividade antiinflamatória (CARDOSO et al in apud MARTINS et al., 2000).

– Em sua composição, encontram-se aliina, alicina, derivados do tiofeno, sulfurados voláteis, vitaminas (A, B1, B2, B5, C, E), magnésio, ferro, cloreto de sódio. Para explicar os benefícios destes nutrientes, merecemos outro post! rs

– é um alimento com alto teor de ácido oxálico, enxofre e potássio. ATENÇÃO: por conter alto teor de enxofre consuma moderadamente para não alterar o odor do seu hálito!!

E a receita??

Um molho que sempre uso para os churrascos que eu adoro e é muito simples de fazer:

2 colheres de sopa de maionese light, 1 colher de sopa de iogurte natural (pode ser desnatado para quem quer restringir calorias), 1/2 colher de sobremesa rasa de curry (coloque aos poucos e ajuste conforme o seu gosto – eu prefiro o sabor de curry bem presente). Sirva acompanhado de salsão, pepino e cenoura cortados em palito.

Também indico o site de receitas da GNT para quem não curte curry ou quer servir os legumes com maior variedade de dips!! Segue o link: – http://gnt.globo.com/receitas/receitas/dip-com-legumes-crus.htm que várias receitinhas de dip!!!

Imagem do site: http://gnt.globo.com/receitas/receitas/dip-com-legumes-crus.htm
Imagem do site: http://gnt.globo.com/receitas/receitas/dip-com-legumes-crus.htm

E é isso aí!! Desculpem a baixa frequência de posts neste ano de 2015. Que 2016 seja um ano cheio de inspiração e de mudança de hábitos! Boas Festas!!

Nutricionista Karen Dykstra Carmona

 

REFERENCIAS:

VILLELA, NB., and ROCHA, R. Manual básico para atendimento ambulatorial em nutrição [online]. 2nd. ed. rev. and enl. Salvador: EDUFBA, 2008. 120 p. ISBN 978-85-232-0497-6. Disponível em:< http://books.scielo.org/id/sqj2s/pdf/villela-9788523208998-03.pdf>. Acesso: 31 de dezembro de 2015.

– http://mudandodiabetes.com.br/index.php/dicionario-de-alimentos/aipo/

– http://www.halitoclean.com.br/como_evitar.html

CARDOSO, M. G. et al. Plantas Aromáticas e Condimentares. Disponível em: <http://livraria.editora.ufla.br/upload/boletim/tecnico/boletim-tecnico-62.pdf>. Acesso em: 31 de dezembro de 2015.

 

Raiz-forte e Wasabi – propriedades nutricionais

No último post falei sobre o consumo do Wasabi – #SQN. Fiquei um pouco preocupada se manchei a reputação da raiz forte, rs. Fiz uma pequena pesquisa para comparar as duas raízes e pude perceber que são muito semelhantes nutricionalmente e que consumir raiz-forte é tão bom quanto consumir wasabi, embora muito mais em conta e mais fácil de encontrar. Então, vamos ao que interessa, rs:

RAIZ-FORTE

raizforte2

A raiz-forte (Armoracia rusticana) é uma parente próxima da mostarda e contém um óleo essencial que produz calor e picância. Este óleo essencial, presente na mostarda e também na raiz-forte é chamado de a alil isotiocianato. É essa substancia que é a responsável pela pungência e em diminuir a viabilidade das bactérias, ou seja, é bactericida. Por isso, na culinária japonesa é muito interessante associar o consumo com peixe cru, para diminuir o risco de intoxicação alimentar.

A raiz-forte é também muito usada em molhos, patês, maionese, sour cream… Caso não seja consumida logo após moê-la ou desidratada imediatamente, um processo químico começa a degradação e pode produzir um sabor amargo ao invés de um sabor picante. Para manter suas características por mais tempo, imediatamente após ser moído/ralado deve ser imerso em vinagre destilado ou álcool. Assim como, aquecer a raiz-forte tende a quebrar o óleo essencial presente, reduzindo sua pungência.

Nos Estados Unidos e Reino Unido a raiz-forte é muito consumida em forma de molho acompanhando o roast beef ou prime rib.

roast beef

A raiz-forte tem um potencial de irritação severa (não aplique diretamente na pele), mas é reconhecida como segura para o consumo humano como tempero e condimento natural, ou seja, em pequenas quantidades.

As propriedades medicinais da raiz forte: anti-séptica, antiescorbútica pois é rica em acido ascórbico, digestiva, estimulante, estomáquica, laxativa, vermífuga e diurética. Algumas outras indicações: gripe (20g/dia no preparo de xarope), febre, infecção urinária, reumatismo, dor muscular, bronquite e ronquidão.

Conforme o site Plantas que Curam, a raiz-forte deve ser evitada durante a gravidez e a lactação por ser irritante tóxicos às membranas mucosas. Pessoas com problemas de estômago ou intestino não devem usar. Pode ocorrer ode causar náusea, queimação, vômito e irritações de: pele, nasal, lágrimas.

Superdosagem: A ingestão de grandes quantidades pode causar o vómito e diarréias sanguinolentas.

WASABI

wasabi1

Assim como a raiz-forte, o wasabi é também da mesma família Brassicae e tem características nutricionais semelhantes. A raiz forte é mais picante, enquanto o wasabi tem maior complexidade de sabor, com pungência mais suave. Também é ligeiramente mais fibrosa que a raiz forte, ou seja, apresenta mais fibras.

No passado no Japão, era utilizada como planta medicinal e antídoto para envenenamentos por ingestão de alimentos, por isso era e continua sendo servida com peixe cru. É utilizada para acompanhar sushi e sashimi, tradicionais pratos da comida oriental.

O Wasabi é rico em potássio, fósforo, cálcio, magnésio, vitamina C, antioxidante e uma substância chamada isotiocianato, um composto que auxilia no processo digestivo dos alimentos e ainda possui um poder antibactericida e antiséptica.

Pode ser consumida da mesma forma que a raiz forte e necessita dos mesmos cuidados após ser ralada ou moída (imergir imediatamente em vinagre ou alcool para evitar o escurecimento e aparecimento do sabor amargo).

Sugestões de consumo:

cucumber

  • Natural, ralada ou em lâminas finas;
  • Adicionada em molhos;
  • Servida com carnes, presunto e peixes, especialmente os defumados; ideal para vinagretes e conservas;
  • Para acentuar o sabor de condimento à base de mostarda;
  • Para aromatizar vinagre ou azeite de oliva.

 

Segue abaixo as tabelas nutricionais da Raiz-Forte (FONTE: UNIFESP) e do Wasabi (FONTE: WIKIPEDIA e EHOW). Ok, confesso a falta de confiabilidade nesses dados adquiridos pelos últimos dois sites, porém, por ser um rizoma não existente no Brasil, não pude obter os dados nas atuais tabelas nutricionais brasileiras disponíveis online.

Composição nutricional em 100g da Raiz Forte, segundo a UNIFESP:

Raiz forte – 100g
Calorias – 37 kcal
Carboidratos – 8,53g
Proteínas – 2,1 g
Lipidios – 0,2g
Fibra – 3,2g
Sódio – 42mg
Potássio – 461mg
Calcio – 30mg
Ferro – 0,36mg
Magnesio – 45mg
Vitamina C – 141mg
Vitamina A – 74IU

 

Composição nutricional em 100g de WASABI:

Informação nutricional (fonte: Wikipedia) de 100g de wasabi Informação nutricional (fonte: site Ehow) de 100g de wasabi
Calorias – 109 Calorias – 105
Carboidratos – 24g Carboidratos – 23,5g
Proteínas – 4,8g Proteínas – 4,7g
Lipídios – 0,6g Lipídios – 0,9g
Fibra – 8g Fibra – 7,64g
Sódio – 17mg Sódio – 17,64mg
Potássio – 568mg Potássio – ???
Cálcio – 128mg Cálcio – 160mg
Ferro – 1mg Ferro – 1,4mg
Magnésio – 69mg Magnésio – 90g
Vitamina C – 41,9mg Vitamina C – 72mg
Vitamina A – 35 IU Vitamina A – 16 IU

Muito interessante observar o uso desses condimentos em outras preparações. Confesso que meu consumo de raiz forte é restrito à culinária japonesa. Acho que vou me aventurar na cozinha e aproveitar os benefícios da raiz-forte!!

Se quiserem compartilhar receitas com raiz-forte, mande um email para [email protected]

Um abraço,

Autora: Karen Dykstra Carmona

 

Referências:

Tabela nutricional do wasabi. Disponível em: http://www.ehow.com.br/fatos-sobre-planta-wasabi-suas-informacoes-nutricionais-info_32005/. Acesso em: 23 de agosto de 2015.
– Antibacterial Mechanism of Allyl Isothiocyanate. Disponível em: https://books.google.com.br. Acesso em 23 de agosto de 2015.
–        Enciclopédia agrícola brasileira: E-H. Disponível clicando aqui. Acesso em: 23 de agosto de 2015.
http://www.wisegeek.com/what-is-horseradish-powder.htm
Raiz forte. Disponível em: <http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/razi-forte.html#.Vdh_iixViko#ixzz3jYJEIV1R>. Acesso em: 23 de agosto de 2015.
Raiz forte. Disponível em: <http://www.plantasmedicinaisefitoterapia.com/plantas-medicinais-raiz-forte.html>. Acesso em: 23 de agosto de 2015.
Tabela nutricional da raiz-forte. Disponível em: <http://www2.unifesp.br/dis/servicos/nutri/public/alimento/nutriente/id/11620>. Acesso em: 23 de agosto de 2015.
Além de uma simples pasta. Disponível em: http://doutorgourmet.com/2012/02/01/wasabi-alem-de-uma-simples-pasta/. Acesso em: 23 de agosto de 2015.

Wasabi? #SQN

Participei em 2014 de um Congresso Online de Nutrição Funcional, e revendo minhas anotações me deparei com algo que anotei: “No Japão o wasabi e o gengibre são utilizados para diminuir os problemas de intoxicação alimentar”. Pronto! Decidi que gostaria de escrever sobre isso no blog!

Depois de pesquisar um pouco, percebi que a pasta verde que consumimos no Brasil nos restaurantes japoneses não é o wasabi original! O que consumimos aqui, nos EUA e na maior parte da Europa é uma mistura de raiz-forte + lactose + óleo de milho + açafrão + aromatizante e corante. A composição dos ingredientes varia de acordo com o fabricante… por exemplo, o wasabi da marca KENKO (Sakura):

wasabi-kenko-43gINGREDIENTES: Raiz forte e corantes artificiais: amarelo tartrazina e azul brilhante. Não contém glúten.

Ok… vejo aqui uma informação equivocada… É wasabi, SÓ QUE NÃO!

Nos Estados Unidos, ingredientes comuns no “wasabi” incluem raiz-forte, mostarda em pó, amido de milho e corantes artificiais.

NOTA: WASABI NÃO É A MESMA COISA QUE RAIZ-FORTE.X cópia 2O  wasabi, assim como a raiz forte, pertence a famÍlia das crucíferas. Mas como você pode observar acima, são plantas com cultivos completamente diferentes.

A planta de wasabi (Wasabia japonica ou Eutrema wasabi) é encontrada no Japão, onde cresce em córregos de água fria próximos a montanhas e sua raiz intacta não possui cheiro. Pode ser encontrado no noroeste do Pacífico dos EUA e Canadá.

Imagem do site: www.telegraph.co.uk
Imagem do site: www.telegraph.co.uk

O wasabi original tem sabor mais delicado, tem um leve tom esverdeado e maior complexidade de sabor. A raiz forte é mais picante e o cultivo é feito na terra.wasabi-grating

Para fazer o condimento em pasta, o rizoma wasabi (raiz/caule acima do solo) é moído ou ralado com um ralador muito fino, de preferência alguns minutos antes da utilização. O wasabi preparado pode ser guardado somente 2 dias na geladeira. Por ter a conservação tão delicada, é de difícil distribuição no mundo, e portanto, caríssimo, também pela dificuldade no cultivo da planta. Explicado por quê não conhecemos o wasabi original?

Existem no mercado alguns “wasabis” importados, mas nenhum deles 100% wasabi. Na imagem abaixo (desculpe a qualidade, rs) você pode ver alguns deles.

Imagem: http://www.haystack.mit.edu/hay/staff/jball/Wasabi.pdf
Imagem: http://www.haystack.mit.edu/hay/staff/jball/Wasabi.pdf

Da esquerda para a direita nesta imagem : (1) versão em pó contendo algum wasabi mas não sabor wasabi. Em seguida, quatro bisnagas : (2) mais wasabi do que raiz-forte ( mas a água primeiro ingrediente ) , (3) mais wasabi do que raiz-forte ( wasabi primeiro ingrediente ) , (4) em sua maioria é wasabi, e (5) na maior parte é wasabi. Então, caso queira provar algo mais próximo do wasabi, os últimos dois são os mais indicados! Leia bem o rótulo, o ingrediente que aparecer primeiro é o que está em maior quantidade!!! Boa sorte para encontrá-los! :o)

No próximo post coloco as diferenças nutricionais!!

Autora: Karen Dykstra Carmona

Referências:

What is wasabi? – Vegetable and Research and Extension. Disponível em: <http://agsyst.wsu.edu/wasabibroc.pdf>. Acesso em: 16 de agosto de 2015.

http://www.haystack.mit.edu/hay/staff/jball/Wasabi.pdf

Wasabi: o tempero notável. Disponível em: <http://www.personare.com.br/wasabi-o-tempero-notavel-m5473>. Acesso em: 16 de agosto de 2015.

COMO CONSUMIR CARNE CRUA DE MODO SEGURO?

Respondendo a uma pergunta referente ao consumo de carne crua  que recebi há 1 semana… Como a carne crua (quibe cru, carne de onça, carne mal passada) pode ser consumida de forma segura?

Imagem do site www.bemparana.com.br
Imagem do site www.bemparana.com.br

Bem, a resposta é que sempre haverá um risco (ou vários!), especialmente se sua imunidade estiver prejudicada. Na minha opinião, gestantes, idosos, imunodeprimidos (HIV+, pacientes em tratamento de câncer e transplantados) não devem comer carne crua NUNCA!

Vou tentar ser breve na colocação dos RISCOS que a carne crua pode oferecer:

Imagem do site www.bionetsa.com
Imagem do site www.bionetsa.com

A carne crua tem uma grande quantidade de bactérias (Bacillus cereus, Clostridium perfringens, *Listeria monocytogenes entre outras bactérias) que podem ser eliminadas através do calor, ou seja, consumindo a carne crua, você consome também essas bactérias, em alguns casos os seus esporos e toxinas! O risco principal é a quantidade de bactérias que você ingere X sua condição imunológica. A quantidade de bactérias é determinada pelas condições sanitárias durante o abate, condições sanitárias do açougue, do manipulador da carne, do tempo que ficou exposto a temperatura ambiente antes de ser consumido ou preparado.

Considero importante que você conheça muito bem o local onde irá comprar a carne. Verificar as condições de armazenamento, cuidado com a higiene, procedência da carne (se apresenta o SIF – Serviço de Inspeção Federal)

CMYK ba´sico

e se o açougue tem um certificado de BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO. Se você fará carne de onça ou quibe cru, somente adquira a carne moída na hora e saliente ao funcionário que irá consumir a carne crua (provavelmente escolherá uma carne mais “fresca”). Leia mais sobre como a Carne moída pode ser um perigo!

Também seja consciente que quanto mais tempo a carne que você comprou demora para chegar até a sua geladeira, maior é a proliferação das bactérias, e assim, maior o risco de uma infecção ou intoxicação.

vomiting

A PRO TESTE, em 2003, realizou um teste com 20 amostras de carne moída para o consumo de quibe cru. Obteve o seguinte resultado: 9 amostras estavam contaminadas pelo microrganismo Listeria monocytogenes. Esta bactéria pode ser destruída pelo calor do cozimento, mas se ingerida pode causar danos a saúde como febre, dores musculares ou diarréia, e até efeitos mais graves (septicemia) em pessoas com imunidade deficiente. Por isso, selecione bem o açougue que irá adquirir a sua carne!!

toxoplasma

OUTRO RISCO IMPORTANTE: Carne contaminada pelo cisto do protozoário Toxoplasma gondii (comum em gatos que são os hospedeiros definitivos)A doença causada por esse protozoário é a TOXOPLASMOSE. Embora muitas pessoas possam ser sorologicamente positivas no teste, 90%  das infecções são assintomáticas (KRAVETZ; FEDERMAN, 2005 apud MITSUKA-BREGANO et all, 2010). Considero um pouco antiga essa informação, mas em 2002 estimava-se que nas Américas Central e do Sul,  50 a 80% da população humana adulta apresentava sorologia positiva para a toxoplasmose (HILL; DUBEY, 2002 apud MITSUKA-BREGANO et al, 2010).

O Ministério da Saúde divulgou o resultado de uma pesquisa sobre o surto de toxoplasmose que foi registrado em São Marcos, na Serra do Rio Grande do Sul, no início de 2015. Foram pelo menos 154 casos confirmados no município. As investigações apontaram o consumo de carne mal passada como a principal causa da contaminação!! (Fonte: G1 do RS)

A toxoplasmose é especialmente perigosa para gestantes pois pode infectar o feto, com diferentes graus de gravidade, dependendo da virulência da cepa, da capacidade da resposta imune da mãe e do período gestacional que a mulher se encontra, resultando inclusive, em morte fetal ou em graves sintomas clínicos. Também é uma infecção oportunista de maior frequência em pacientes HIV, devido a reativação dos cistos, principalmente no cérebro, produzindo grave encefalite.

Frenkel, 2002 apud MITSUKA-BREGANO et al, 2010, destaca que a eliminação de cistos presentes na carne pode ser feita por meio de cozimento total da carne a uma temperatura acima de 66 graus Celsius. Entretanto o congelamento (-18 graus por 7 dias) causa uma NÍTIDA REDUÇÃO DA VIABILIDADE DO T. gondii na carne, porém não é suficiente para destruir todos os microorganismos.

E se for consumir quibe cru, carne de onça, carpaccio ou carne mal passada em algum restaurante?

Imagem do site www.cozinhaitabom.com.br
Imagem do site www.cozinhaitabom.com.br

Avalie rapidamente as condições de higiene do local, dos funcionários e se o restaurante tem CERTIFICADO DE BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO DOS ALIMENTOS e nutricionista responsável. Se for a la carte, o controle de temperatura da carne geralmente é mais garantido, pois vai sendo retirado da refrigeração de acordo com a demanda. No caso de buffets, verifique se a carne está sendo mantida sob baixa temperatura (algum tipo de refrigeração). Prefira chegar cedo ao restaurante pois aí você garante que a carne não ficou exposta por muito tempo.

OK, sabendo de tudo isso, ainda tem vontade de comer carne crua? (eu tenho! rs). Ficam as dicas que não impedem, mas reduzem os riscos de uma refeição desagradável:

Esteja em boas condições de saúde! Compre e consuma apenas de lugares confiáveis. O consumo deve ser sempre imediato (nada de guardar sobras para o dia seguinte, especialmente se a preparação recebeu um ovo cru)! Não deixe a carne preparada sem refrigeração. De preferência, sirva numa vasilha com gelo ao redor para garantir temperatura adequada. E por último, bom apetite!

carpaccio

OBSERVAÇÃO: consumir carne crua é um comportamento de risco para a toxoplasmose e outras doenças causadas por bactérias!

Autora: Karen Dykstra Carmona

REFERÊNCIAS:

MITSUKA-BREGANO, et all. Toxoplasmose adquirida na gestação e congênita: vigilância em saúde, diagnóstico, tratamento e condutas [online]. Disponível em: <http://books.scielo.org/id/cdtqr/pdf/mitsuka-9788572166768-03.pdf>. Acesso em: 01 de agosto de 2015.

MILLAR, P.R., et all. A importância dos animais de produção na infecção por Toxoplasma gondii no Brasil. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 29, n.3, p. 693-706, jul./set. 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782007000100050&lang=pt>. Acesso em: 01 de agosto de 2015.

– Consumir carne moída crua é um perigo. Disponível em: <http://www.proteste.org.br/institucional/imprensa/press-release/2003/consumir-carne-moida-crua-e-um-perigo>. Acesso em: 01 de agosto de 2015.

 

Escarola!!

A escarola que conhecemos é também chamada de chicória. Pode ser lisa ou crespa.

Atualizados recentemente23

Tem gosto amargo típico, especialmente nas folhas externas (mais verdes). Se você é daquelas pessoas que prefere o miolo por ter sabor mais suave, saiba que as folhas mais verdes são as que contem mais nutrientes, não despreze-as!

A escarola pode ser consumida crua, cozida ou refogada e pode substituir o espinafre em muitas receitas!!! As formas mais populares de consumo: recheio de pizza e salgados ou refogado com alho e/ou bacon. É importante lembrar que a versão crua é sempre mais indicada para o consumo pois preserva mais os nutrientes e não tem tantas calorias agregadas. O ácido fólico por exemplo, se perde quando a escarola é aquecida.

salada de escarola

Além de se destacar nutricionalmente pelo seu teor de cálcio (de boa absorção), ácido fólico e vitamina E (antioxidante), a escarola possui um tipo de fibra muito especial: a inulina.

Pausa para aprender sobre a inulina:

A inulina é um tipo de carboidrato que pode ser encontrado em mais de 30.000 vegetais. Esse carboidrato (frutooligossacarídeo) você não consegue digerir ou seja, é pouco calórica (uhuulll), mas é seletivamente utilizado pelas bifidobactérias, ou seja, é um PREBIÓTICO. Hã? Bifidobactérias são um tipo de bactéria benéfica que você deve desejar no seu intestino, pois favorecem o sistema imunológico, equilibra a flora e também o movimento do trato intestinal. Pelo efeito benéfico no sistema digestivo, a inulina é considerada um alimento funcional!

CURIOSIDADE: A raiz da chicória é muito rica em inulina e é a fonte mais importante na produção industrial de inulina.

Inclua a escarola na sua alimentação e aproveite seus benefícios. Ah, o pico da safra da escarola é entre julho e setembro, mas também há safra em janeiro. Aproveitem!!!

AUTORA: Karen Dykstra Carmona

 

REFERENCIAS:

SLYWITCH, E. ESCAROLA. Disponível em: <http://www.alimentacaosemcarne.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10:escarola&catid=47&Itemid=140>. Acesso dia 15 de junho de 2015.

 

OLIVEIRA, A. et all. OTIMIZAÇÃO DE EXTRAÇÃO DE INULINA DE RAÍZES DE CHICÓRIA. Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.6, n.2, p.131-140, 2004. Disponível em: ftp://ftp.feq.ufu.br/Claudio/downloadsPE/Trab3PE.pdf. Acesso dia 15 de junho de 2015.

 

Escarola – Enciclopédia da Nutrição. Disponível em: https://www.nestle.com.br/Site/cozinha/enciclopedia/ingredientes/escarola.aspx. Acesso dia 15 de junho de 2015.

Gado orgânico X Gado Verde – você sabe a diferença?

Enquanto aguardava as crianças que faziam aula de natação presenciei uma discussão acalorada entre as mães sobre o gado orgânico e o tradicional. Na verdade, ninguém sabia dizer a diferença e até a esposa de um agropecuarista afirmou que “é tudo a mesma coisa, só inventando moda”…

Fiquei intrigada, pois eu também não sabia muito a respeito.

Foto by Annie Bosch
Foto by Annie Bosch

Não temos a oferta e nem a preferência pelo consumo de carne orgânica, embora o mercado internacional tenha mais intere$$e nesse tipo de produto. É um nicho de mercado que atualmente tem maior demanda do que a oferta. Tem um custo elevado em função da menor produtividade pela proibição de insumos modernos e/ou pelo maior custo para manter uma produção equivalente.

O que é então que difere o orgânico do convencional?

imagem do site CyberEsfera
imagem do site CyberEsfera

A carne de gado orgânico tem as mesmas características organolépticas (cor, cheiro, sabor, textura) da carne de gado criado tradicionalmente. O que há de diferente é a maneira em que o gado é criado: tem características peculiares em sua forma de produção, que requer cuidados ambientais e sociais dos pecuaristas e frigoríficos.

O gado pode somente ser tratado com remédios homeopáticos para o controle de doenças, sem pesticidas e as pastagens só podem ser tratadas com compostos orgânicos – nada de fertilizantes industriais e agrotóxicos. Hormônios e suplementos não são permitidos.

Segundo Luiz Antônio Josahkian (BARCELOS, G.), há também uma prepocupação com aspectos ambientais e sociais como: o tratamento dos resíduos produzidos no frigorífico, a utilização racional dos recursos hídricos e do solo, a preservação dos mananciais e a exploração do trabalho humano. Um exemplo de norma fora do estrito contexto da produção é a exigência de que todas as crianças da fazenda frequentem a escola.

Obviamente que para receber este selo, os produtores e a indústria são inspecionados para verificar o cumprimento das regras na produção orgânica da carne.

Ok, e o que seria então o GADO VERDE?

boi berde

O gado verde é aquele que é tratado somente com as pastagens da região, ou seja, não come ração, mas quando está próximo do abate, o gado recebe alimentação no cocho, à base de grãos ou silagem com caroço de cereais ou farelo de soja como fontes de proteína.

Segundo o pecuarista Carlos Augusto Ribeiro Franco, “essa alimentação dá ao boi a capa de gordura ideal, ajuda a conservar a carne, dando-lhe maciez”.

Achei no site do BEEFPOINT um quadro muito fácil para entender a diferença entre o Boi Orgânico e o Boi Verde

 Untitled

E aí, deu para entender?

Rob-Smith

Autora: nutricionista Karen Dykstra Carmona

REFERENCIAS:

1- BARCELOS, G. Carne orgânica é debatida em Uberaba. Disponível em: http://www.revelacaoonline.uniube.br/2005/314/sociiiieeee.html . Acesso em: 04 de junho de 2015.

2 – http://www.beefpoint.com.br/novidades-agripoint/boi-organico-x-boi-verde-40367/ . Acesso dia 04 de junho de 2015.

3 – Boi verde é conceito da forma de criar gado. Disponível em: http://www.agrisustentavel.com/san/boi.htm. Acesso em: 04 de junho de 2015.